Quero comer essa areia vermelha
mastigar giz branco e
ranger os dentes de noite
os olhos têm uma expressão
meio doentia
um não sei quê de
alguma coisa
a pele um amarelado
que pode ser dourado
de sol
o calcanhar, tal qual
o de Gabriela,
é duro, seco e rachado
(eu sonho com os pés no chão)
as mãos são pequenas,
mas mesmo paradas
estão a se mover
(quero tocar em tudo!)
A barriga parece
que vai estourar
(água, sangue ou outrem?)
O elefante branco
que quiseram me vender
eu deixei no quintal
A varanda
estou reformando
É que tenho vermes
de todos os tipos
E não quero me curar
Por isso tenho muita fome.
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
DESCUIDO
Eles não sabem
Que eu sei
Mas eu sei
Que eu sei
E que eles não sabem
Que eu sei
E mesmo assim
Muitas vezes
Me convencem
Que eu não sei
Que eu sei
Mas eu sei
Que eu sei
E que eles não sabem
Que eu sei
E mesmo assim
Muitas vezes
Me convencem
Que eu não sei
Assinar:
Comentários (Atom)