Os pelos brancos do meu cão
o olhar cansado de minha mãe
Um curso, um mestrado, um trabalho
Horário, patrão, empregado
Carro, casa, atraso, enfado
Poucos amigos
e pouca espera
Meu cão e minha mãe:
eu velha
domingo, 16 de dezembro de 2018
domingo, 21 de outubro de 2018
ESCANCARANDO AS GENGIVAS
Estapearam Lima Barreto
Estropiaram Bispo do Rosário
E nos querem a todos
atônitos, afônicos,
apáticos, atávicos,
banguelas, sem sorriso
sempre negação
sempre falta,
sempre não.
Heróis da Pátria?
Que Pátria
Não me reconheço
nessas cores
emoções a flor da pele,
esperando a banda passar
Não me reconheço
a mim
a você
a eles
Quem são?
Quem somos?
Não reconheço,
Não encontro,
não sei,
não sei, não sei,
não sei
Ou sei?
Sei do ontem
e do amanhã
O hoje
Quem sabe?
Um homem
encarcerado
Lima Barreto
Bispo do Rosário
A razão
tão clara
escondida
atrás
das grades
Um voz
Não
Uma só
Não
Para calar
É preciso
mil
cálices
porque
o vinho
sempre
entorna
E escorre
pelo
chão
Estropiaram Bispo do Rosário
E nos querem a todos
atônitos, afônicos,
apáticos, atávicos,
banguelas, sem sorriso
sempre negação
sempre falta,
sempre não.
Heróis da Pátria?
Que Pátria
Não me reconheço
nessas cores
emoções a flor da pele,
esperando a banda passar
Não me reconheço
a mim
a você
a eles
Quem são?
Quem somos?
Não reconheço,
Não encontro,
não sei,
não sei, não sei,
não sei
Ou sei?
Sei do ontem
e do amanhã
O hoje
Quem sabe?
Um homem
encarcerado
Lima Barreto
Bispo do Rosário
A razão
tão clara
escondida
atrás
das grades
Um voz
Não
Uma só
Não
Para calar
É preciso
mil
cálices
porque
o vinho
sempre
entorna
E escorre
pelo
chão
quinta-feira, 26 de abril de 2018
DISTRAÍDOS NÃO VENCEREMOS
Agora não basta buscar
nos livros de história
É preciso viver
em carne viva
a palavra
silenciada
o ato
amordaçado
o amanhã
que não chega
Há muros
por todo lado
erguidos
com cuspe
saliva
e arroto
Esvaída a força
a boca grita
Não há som
O vácuo
suga
a língua
que rola pela
escadaria
descendente
destruída
esbaforida
desmilinguida
Há um elevador
inexistente
que a ninguém
é dado usar
Parar
Paralisar
Desconstruir
Despossuir
No início era o verbo
E agora é o ato
Falso
Cadafalso
De um tempo
Não distraído
nos livros de história
É preciso viver
em carne viva
a palavra
silenciada
o ato
amordaçado
o amanhã
que não chega
Há muros
por todo lado
erguidos
com cuspe
saliva
e arroto
Esvaída a força
a boca grita
Não há som
O vácuo
suga
a língua
que rola pela
escadaria
descendente
destruída
esbaforida
desmilinguida
Há um elevador
inexistente
que a ninguém
é dado usar
Parar
Paralisar
Desconstruir
Despossuir
No início era o verbo
E agora é o ato
Falso
Cadafalso
De um tempo
Não distraído
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