quinta-feira, 26 de abril de 2018

DISTRAÍDOS NÃO VENCEREMOS

Agora não basta buscar
nos livros de história

É preciso viver
em carne viva
a palavra
         silenciada
o ato
         amordaçado
o amanhã
        que não chega

Há muros
por todo lado
erguidos
    com cuspe
               saliva
               e arroto

Esvaída a força
a boca grita
Não há som

O vácuo
             suga
a língua

que rola pela
  escadaria
     descendente
       destruída
          esbaforida     
               desmilinguida
                   
Há um elevador
inexistente
que a ninguém
é dado usar

Parar
Paralisar
Desconstruir
Despossuir

No início era o verbo
E agora é o ato

Falso
Cadafalso
De um tempo
Não distraído