sábado, 2 de dezembro de 2017

NA ROTINA CÍCLICA QUERO IMOBILIZAR O TEMPO

                                                                          Para Cesário Verde


Perceber nos passos da madrugada
A promessa da manhã adormecida
Passear por ruas e paisagens
Com os olhos da atenção distante
Pessoas, postes e pontes
São partes preciosas
de um mundo particular
Amálgama de cores
e sobretons diluídos
nos sobressaltos das rusgas
de esquinas e calçadas
que soluçam sua indefinição.
A porta é o ponto.
Não há chegada e
nunca houve partida
Só o começo e o recomeço
do recomeço.
Quando os sons
do silêncio inundam
os ouvidos de êxtase
tudo se abre em explicações
não pedidas.
Não há fio condutor.






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